Biópsia líquida no câncer de pulmão: uma nova era no acompanhamento de pacientes

Redação GBOT

23 de junho de 2025

08:00

A biópsia líquida é uma ferramenta promissora na detecção de metástases, bem como de recorrência em câncer de pulmão.

Vivemos um momento de apreensão quando o assunto envolve essa doença, uma vez que de acordo com a estimativa realizada pela Fundação do Câncer, esse problema deve crescer 65% até o ano de 2040 se for mantido o atual padrão no consumo de tabaco em nosso país.

Dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer indicam que 63% das mulheres e 64% dos homens diagnosticados com câncer de pulmão procuram tratamento apenas em estágios avançados da doença.

Estratégias para o controle do tabagismo e ações para a detecção do câncer de pulmão são desafios cruciais para alterar os alarmantes índices apresentados pela Fundação.

No Brasil, o consumo de tabaco vem diminuindo, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), no entanto, novos esforços precisam fazer parte do dia a dia da sociedade, sob pena de vivenciarmos dias difíceis no ano de 2040.

Neste post, apresentaremos a biópsia líquida, uma valiosa ferramenta que pode ser utilizada para a intervenção precoce e tratamento personalizado aos pacientes que sejam ameaçados pelo câncer de pulmão.

Continue a leitura e conheça detalhes a esse respeito!

Como funciona a biópsia líquida no contexto do câncer de pulmão?

A biópsia líquida é adotada para a detecção de biomarcadores, incluindo células tumorais circulantes ou DNA/RNA derivados de tumores.

 

Esse teste envolve a análise de:

● sangue,

● urina,

● outros fluidos corporais do paciente.

Esse tipo de biópsia possibilita a detecção de metástases de câncer de pulmão de maneira precisa, mesmo antes de serem observadas através dos exames de imagem.

Além disso, esse exame é minimamente invasivo quando comparado com as biópsias de tecidos tradicionais, onde é necessário que ocorra a remoção de uma amostra do tumor para a realização da análise.

Trata-se, portanto, de um procedimento prático, conveniente e menos arriscado para os pacientes, especialmente para aqueles que, em função de suas condições médicas, não são bons candidatos a procedimentos invasivos.

Avanços no uso da biópsia líquida para monitorar a resposta ao tratamento

Avanços no uso da biópsia líquida para monitorar a resposta ao tratamento

É importante compreender que o uso da biópsia líquida continua sendo desenvolvida e validada, no entanto, é um fato incontestável que os resultados demonstram uma melhora promissora no formato de detecção e tratamento do câncer de pulmão.

Através desse novo formato de teste, torna-se possível acompanhar a eficácia do tratamento em tempo real.

Com isso, pode-se realizar ajustes nas terapias tendo como base as alterações moleculares detectadas no sangue, urina, saliva e fluidos corporais do paciente.

Com esses exames, o diagnóstico precoce de tumores se torna possível, simplificando o tratamento e possibilitando resultados notáveis. O acompanhamento facilitado permite intervenções terapêuticas rápidas e eficazes.

Detecção precoce de recidivas e impacto na sobrevida dos pacientes

A biópsia líquida tem se mostrado uma grande aliada na detecção precoce de recidivas, ou seja, no retorno da doença após determinado período em que ela não se manifesta.

Nesse caso, quanto antes as ações forem tomadas, maiores as chances de sucesso no tratamento.

Depois do tratamento do câncer de pulmão, a detecção precoce de problemas é crucial, idealmente antes que se manifestem por sinais clínicos ou radiológicos de recaída.

Ademais, a identificação da progressão da doença em curtos períodos é crucial, pois permite compreender como o câncer desenvolve resistência aos medicamentos utilizados no tratamento.

A biópsia líquida no câncer de pulmão integra a medicina personalizada ou de precisão. Essa abordagem analisa dados genéticos tumorais para selecionar tratamentos eficazes e com menos efeitos colaterais.

Frequentemente, tumores desenvolvem resistência à medicação utilizada. A biópsia líquida permite monitorar a resposta do paciente, possibilitando a modificação da terapia contra as células tumorais e o acompanhamento dos resultados com uma nova droga.

Outro ponto que favorece o uso da biópsia líquida diz respeito a realização sequencial e semanal desses testes, uma vez que é menos invasiva.

Como vimos, trata-se de uma excelente opção que certamente estará cada vez mais sendo discutida e utilizada nos meios médicos, pois ela ainda não está completamente validada clinicamente e não atingiu todo o seu potencial tecnológico.

Espera-se que a partir dos avanços nos estudos e nas diversas aplicações que já estão sendo realizadas em todo o mundo, inclusive no Brasil, esse novo formato para a realização de biópsias colabore de maneira efetiva na redução dos índices e prognósticos apresentados no início desse conteúdo.

Agora que você conhece mais sobre a biópsia líquida, vale a pena ler nosso post que apresenta os avanços da terapia-alvo para tratar o câncer de pulmão!

Compartilhe esse conteúdo via: