O tabagismo passivo expõe milhões de indivíduos não fumantes aos perigos de substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro, representando um risco invisível à saúde daqueles que convivem com fumantes.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 5 adultos em todo o mundo consome tabaco.
De acordo com o órgão, mais de 8 milhões de pessoas morrem todos os anos devido aos efeitos do tabagismo.
Porém, desse total, mais de 1,2 milhão de óbitos envolvem pessoas que não fumam, são as chamadas vítimas do fumo passivo.
Sim, o tabaco também pode ser mortal para quem apenas convive com um fumante. Seja em casa, trabalho ou outro local, a pessoa está sujeita a inalar a fumaça do cigarro que contém milhares de substâncias tóxicas e agressivas à saúde.
O portal da Pfizer, empresa farmacêutica multinacional, estabelece que um fumante passivo pode chegar a consumir, involuntariamente, até quatro cigarros diariamente.
Infelizmente, os riscos do cigarro para as pessoas não fumantes ainda são invisíveis e silenciosos, impactando a saúde e a vida de milhões de pessoas, que não conseguem evitar a exposição ao tabagismo passivo.
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Relação entre tabagismo passivo e doenças respiratórias
Como mencionado anteriormente, o fumante passivo é quem, sem querer, respira a fumaça de produtos derivados do tabaco liberada no ar.
O cigarro é o derivado do tabaco mais utilizado no mundo e o tabagismo passivo é caracterizado pela combinação de dois tipos de fumaças:
- a principal, tragada e exalada pela pessoa que está fumando,
- a secundária, emitida pela ponta do cigarro acesso.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), de forma geral, a fumaça do cigarro é composta por cerca de 7.000 substâncias tóxicas diferentes que afetam a saúde do fumante e das pessoas que com ele convivem.
O cigarro contém diversas substâncias altamente prejudiciais à saúde, incluindo nicotina, monóxido de carbono, metais pesados, como arsênio, níquel, cádmio e chumbo, além do alcatrão.
Conforme o Inca, o alcatrão possui mais de 40 substâncias que causam câncer, fato já comprovado.
A fumaça exalada por um fumante libera cerca de dois terços de sua composição tóxica no ar, expondo involuntariamente pessoas próximas à inalação dessas substâncias nocivas.
O contato com essas substâncias pode causar irritação nos olhos, tosse e sintomas de alergia respiratória.
Ainda segundo a Pfizer, a médio e longo prazo as consequências do tabagismo passivo são graves. O contato direto e frequente com a fumaça do cigarro eleva em até 30% as chances da pessoa desenvolver câncer de pulmão.
O tabagismo passivo eleva o risco de câncer de faringe, boca, garganta e seios paranasais.
A exposição à fumaça do cigarro também contribui para o desenvolvimento de enfisema pulmonar, bronquite crônica e infecções respiratórias.
Um estudo publicado na National Library of Medicine concluiu que o tabagismo passivo aumenta os riscos da pessoa desenvolver asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Estima-se que o tabagismo passivo seja responsável por 4,3% dos casos de asma na população global e 2,9% das DPOCs.
Leia também: 7 tipos de câncer ligados ao cigarro, além do câncer de pulmão.
Morbidade infantil associada ao tabagismo passivo

Em geral, mulheres grávidas que fumam expõem seus bebês ao tabagismo passivo, uma vez que eles inalam a fumaça do cigarro ainda no útero.
Mães que fumam elevam os riscos de:
- aborto espontâneo,
- parto prematuro,
- malformações congênitas,
- morte súbita infantil, em recém-nascido,
- baixo peso do bebê, ao nascer.
De acordo com o portal da Pfizer, já citado, mães que fumam durante a gestação ou recém-nascidos expostos à fumaça do cigarro aumentam duas vezes o risco de morte súbita infantil.
A exposição passiva ao tabaco eleva em até 50% o risco de crianças desenvolverem asma, além de representar um fator de risco para infecções respiratórias agudas e problemas no desenvolvimento dos pulmões.
Segundo o portal da Unimed Campinas, 24% dos pequenos que chegam à emergência pediátrica sofrendo de alguma condição respiratória apresentam cotinina na urina.
Cotinina é uma substância derivada da nicotina, altamente presente na fumaça do cigarro.
Leia aqui: A problemática do aumento do tabagismo entre os jovens, no Brasil.
Medidas preventivas para evitar complicações devido ao tabagismo passivo
No Brasil, a Lei 9.294 de 1996 exige por parte do fabricante alerta nas embalagens sobre os malefícios do cigarro e proíbe o uso de produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo fechado, privado ou público.
Logo, compete a todos o cumprimento da legislação.
Uma forma de prevenir e evitar os riscos de doenças respiratórias e demais consequências do uso de cigarros em fumantes e no tabagismo passivo é investir em programas e ações educativas que informem sobre os perigos do uso do tabaco.
É fundamental promover ações de incentivo ao abandono do tabagismo, oferecendo suporte àqueles que desejam parar de fumar, como terapias, medicamentos e grupos de apoio.
Ademais, é necessário estabelecer áreas públicas e privadas totalmente livres de tabaco para a população.
No dia a dia é preciso cobrar do fumante que ele não fume dentro de casa, escritório, carro e banheiros.
Evitar ao máximo qualquer contato com a fumaça de cigarro é a melhor maneira de prevenir doenças respiratórias e outros problemas de saúde provocados por derivados do tabaco
Agora que você conheceu os riscos do tabagismo passivo, que tal continuar a leitura e conferir 4 dicas para manter a saúde pulmonar durante o inverno?




