Câncer de pulmão e cuidado multidisciplinar pela qualidade de vida

Redação GBOT

7 de julho de 2025

07:15

O câncer de pulmão é uma doença em ascensão global, impulsionada principalmente pelo consumo de tabaco e pela poluição do ar. Esta última se tornou um problema significativo, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas.

De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), uma em cada cinco pessoas desenvolve algum tipo de câncer durante a vida.

Conforme a Iarc, essa doença envolvendo o pulmão é atualmente a mais comum em todo o mundo, representando 12,4% do total de casos.

É sabido que o diagnóstico precoce eleva significativamente as chances de sucesso no tratamento e uma equipe multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Neste post, apresentaremos os efeitos da doença e a importância da integração entre os diversos profissionais de saúde, situação que melhora as condições daqueles que enfrentam essa situação. Continue a leitura e confira detalhes.

Efeitos do câncer de pulmão no paciente e a atuação da equipe para amenizá-los

Os efeitos apresentados pelo câncer de pulmão são variáveis de acordo com o estágio da doença.

No entanto, os seguintes sintomas respiratórios são bastante comuns diante dessa situação, tais como:

● tosse persistente,

● falta de ar,

● dor no peito,

● rouquidão,

● infecções pulmonares recorrentes.

Existem ainda outras situações que precisam ser observadas e que merecem a atenção da equipe médica, tais como:

Impactos físicos e o papel da reabilitação e nutrição

Além dos efeitos que o câncer de pulmão causa nesse órgão, outros também são observados, como, por exemplo

● perda de peso e apetite,

● fadiga,

● dores.

Todas essas condições, quando avaliadas e trabalhadas por uma equipe multidisciplinar, podem ser amenizadas, portanto, essa integração entre os profissionais de saúde passam a ser fundamentais para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Nesse caso, será preciso contar com fisioterapeutas e nutricionistas, buscando recuperar as energias e a funcionalidade da pessoa que sofre esses processos.

Reações emocionais e o suporte da psicologia

Cena autêntica de um jovem a passar por terapia psicológica.

 

Observa-se com alta frequência que os pacientes sofrem consequências psicológicas, além dos impactos físicos.

Diante do estado em que se encontram, não são raras às vezes em que a ansiedade, o medo e a tristeza passam a fazer parte do dia a dia dessas pessoas.

Nesse caso, é de fundamental importância o acompanhamento dos psicólogos, proporcionando um alívio que acaba se refletindo em resultados positivos nos tratamentos.

Consequências sociais e apoio à reintegração

O câncer de pulmão pode afetar também as relações familiares e sociais, além da vida profissional.

Frequentemente, indivíduos nessa condição podem sucumbir ao desânimo, resultando na perda de energia para as tarefas diárias e, não raramente, em quadros depressivos.

Nesse momento, a presença e o trabalho dos assistentes sociais e do suporte institucional pode fazer toda a diferença, portanto, trata-se de uma tarefa fundamental para que a situação seja enfrentada com paciência pelo portador da doença, mas também por aqueles que fazem parte de sua convivência

A força da equipe multidisciplinar: integração para cuidar além do tumor

É indiscutível que a atuação de uma equipe multidisciplinar se mostra essencial para o cuidado de quem enfrenta essa realidade.

Portanto, a integração dos profissionais vai muito além do tratamento do tumor, envolvendo especialistas que podem colaborar de maneira efetiva com o difícil momento vivido por toda a família.

Essa integração potencializa o acolhimento, reduz as falhas que possam estar ocorrendo nos cuidados e promove uma abordagem mais humana e eficiente.

Estruturas e políticas públicas no cuidado do câncer de pulmão

Existem meios e possibilidades que colaboram para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes de câncer de pulmão.

Nesse cenário, é fundamental que as instituições de saúde estejam devidamente equipadas para lidar com essa demanda, muitas vezes desconhecida pelos próprios pacientes. Adicionalmente, políticas públicas eficazes, como as implementadas pelo Serviço Único de Saúde (SUS), do Governo Federal, são cruciais para assegurar a oferta de:

● diagnóstico precoce,

● tratamento multidisciplinar,

● suporte contínuo ao paciente.

Integrar os profissionais de saúde e a coordenação das ações é crucial para a recuperação do paciente. Além disso, é essencial que a família receba orientações sobre como adaptar o dia a dia em casa e na sociedade diante da nova realidade.

É preciso investir na abordagem terapêutica, complementando a avaliação clínica e auxiliando na previsão da sobrevida.

A OMS destaca que a avaliação da saúde de indivíduos nessa condição deve considerar a saúde física, o bem-estar psicológico, a autonomia pessoal, as relações sociais, a espiritualidade e as convicções individuais.

Desse modo, a qualidade de vida se relaciona diretamente com o aspecto físico, especialmente no que tange à dor e à incapacidade que podem surgir em decorrência da doença.

É necessário também considerar que a dimensão psicológica exige atenção para lidar com possíveis quadros de ansiedade ou depressão. Por último, o aspecto social deve ser pensado, avaliando o nível de isolamento do paciente e sua capacidade de interagir nos relacionamentos diários.

Agora que você conhece mais sobre esse assunto, vale a pena conferir nosso post que apresenta a importância da linha de cuidado para câncer hereditário no SUS!

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