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Tabagismo passivo

O tabagismo passivo é definido pela inalação da fumaça exalada do cigarro por não-fumantes.

A fumaça do tabaco dentro de um local fechado tende a ficar suspensa no ar ao invés de se dispersar. A quentura sobe, mas a fumaça do tabaco esfria rapidamente, a impedindo de se elevar, e por ser mais pesada que o ar, começa a descer.

O fumo passivo acontece através de duas vias:

– Fumaça da corrente principal: é emitida pelo fumante;
– Fumaça lateral: vem do lado aceso do cigarro, cachimbo ou charuto.

O segundo tipo tem maiores concentrações de agentes causadores de câncer e é mais tóxico do que o fumo convencional. Além disso, possui partículas menores do que o fluxo principal de fumaça, e por esse motivo, penetram com mais facilidade nos pulmões e células do corpo.

Perigos do tabagismo passivo

– Indivíduos que convivem com tabagistas têm 20% a mais de chances de desenvolver o Câncer de Pulmão se comparados às pessoas de fora deste grupo de risco. Além disso, de 6 a 9.000 pessoas morrem anualmente devido à exposição ao fumo passivo;
– Câncer de mama, pescoço, bexiga e outros carcinomas estão diretamente associados a fumantes-passivos, assim como aos tabagistas, é claro;
– Esse grupo de risco também está pré-disposto a desenvolver distúrbios cardíacos e acidentes vasculares cerebrais;
– Incidências de Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, aumentam entre os não-fumantes expostos à fumaça tóxica do tabaco;
– Crianças expostas ao fumo passivo têm um risco maior de síndrome da morte súbita infantil.

Consequências para a gravidez

“Estudos comparando gestantes expostas e não expostas ao fumo passivo demonstraram que o fumo passivo reduz o peso dos bebês ao nascer, diminui o peso da placenta e aumenta a chance de parto prematuro”, afirmou o ginecologista e obstetra Thiago Nishiyama.

Grávidas expostas à fumaça do cigarro podem gerar bebês com problemas neurológicos, cujo desenvolvimento têm início na placenta.

Estatísticas

Segundo pesquisa divulgada em 2017 pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), o índice de fumantes passivos em ambiente domiciliar caiu 42,5% em oito anos: de 12,7% em 2009 para 7,3% em 2016.

– Só em 2017, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado em função do fumo;

– O tabaco mata, todos os anos, cerca de sete milhões de pessoas no planeta, sendo que entre elas 890 mil são fumantes-passivos, de acordo com estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Os passivos ficam em contato direto com 30 substâncias cancerígenas presentes na fumaça do cigarro. Além disso, o risco de um fumante passivo desenvolver um infarto do miocárdio é maior do que a população não-fumante e maior de ter câncer de pulmão, entre outras doenças”, afirmou o Dr. Kleber Dal Toe, oncologista clínico.

No Brasil, o tabagismo mata 428 pessoas por dia, sendo o responsável por 12,6% de todos os óbitos anuais.

A mensagem é simples: pare de fumar.